Ementas

COURSE IN CONNECTING EXPERIMENTATION AND FIELDWORK

Tom Roeper (University of Massachusetts Amherst)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Tarde

Ementa: The course will seek to project experimental techniques in acquisition to the challenges of Fieldwork. We will explore simple experimental setups, see where unsuspected problems might lie, and move as far as possible toward developing experimental techniques that uncover complex aspects of syntax involving quantification and movement operations. It will begin with a brief presentation of the experiments involved in a large test for language disorders (the DELV). It goes from simple tests identifying tense, plurality, and binding to covering long-distance movement, paired -wh, articles and quantifiers. We will see which ones seem to be most appropriate to the Amazonian languages. These experimental methods (see examples in the Prism of Grammar) can be used in informal settings with individuals or in more formal settings. Then we will ask each student to choose one construction and develop an experiment around it in the course with critiques from fellow students in a laboratory atmosphere. This will happen partially in the course time and partially between sessions. If possible, students will pilot the test (in a native language or possibly in Portuguese or English) to see how the materials work and how they can be revised.

Bibliography

Roeper, T. (2007) The Prism of Grammar (MIT Press). Available digitally from Amazon or MIT Press.

O'Grady, William (2005) How Children Learn Language. Cambridge University Press (Available on Amazon.

Seymour, H. Roeper, T. and J. deVilliers (2005) Diagnostic Evaluation of Language Disorders Psychological Corporation.

 

O CONHECIMENTO LINGUÍSTICO EM AÇÃO. GRAMÁTICAS PEDAGÓGICAS: O QUE SÃO? COMO CONSTRUÍ-LAS? PARA QUE SERVEM?

Luiz Amaral (University of Massachusetts Amherst)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Manhã

Ementa: As gramáticas pedagógicas (Odlin, 1994) podem ser um instrumento importante de aplicação do conhecimento linguístico em áreas como o ensino de primeira ou segunda língua, a preparação de professores e a documentação de línguas indígenas. Apesar do grande interesse por esse tipo de material, não existem muitos trabalhos que expliquem as características e aplicações dos diferentes tipos de gramáticas pedagógicas, assim como as principais teorias linguísticas e de aprendizado que informam a sua produção. O objetivo desse curso é entender a estrutura de certos modelos de gramáticas pedagógicas assim como a teoría por trás de seu desenvolvimento. A partir da análise de exemplos já consagrados (e.g., Alonso et al., 2008; Murphy, 2004), estudaremos as propriedades estruturais de gramáticas pedagógicas para entender o que as distingue das gramáticas descritivas e prescritivas. Exploraremos os seus possíveis usos em diferentes áreas de conhecimento e aprenderemos algumas técnicas usadas na confecção de suas unidades. Nosso ponto de partida será uma breve revisão das teorias de aprendizado de língua que motivam a organização e a apresentação das estruturas linguísticas em gramáticas pedagógicas (e.g., Schmidt, 2010; Gass and Mackey, 2007; VanPatten, 2007a; Ellis, 2006, 2005; Swain, 2005; DeKeyser, 2003; Carter, 2003; Long, 2000; Lightbown and Spada, 1999). Em seguida analisaremos alguns dos princípios teóricos das técnicas usadas na preparação do material (e.g., Polio, 2007; VanPatten, 2007b; Williams, 2005; Bygate et al., 2001; Ferris, 2006) e observaremos a sua aplicação nos exemplos das gramáticas selecionadas. Ao compreendermos as justificativas teóricas das técnicas de organização e apresentação dos conceitos linguísticos usados nas gramáticas pedagógicas, poderemos mais facilmente discernir suas propriedades estruturais e diferenciar esse tipo de gramática de outros tipos de materiais didáticos e/ou descritivos. Além disso, veremos como as gramáticas pedagógicas aproximam teorias funcionais e estruturais a partir de uma abordagem descritiva baseada na conexão forma-significado, que tem como objetivo facilitar o aprendizado de certas estruturas linguísticas estabelecendo uma relação direta entre sua forma morfossintática, sua descrição semântica e seus usos discursivos em contextos comunicativos específicos. Na parte final do nosso curso estudaremos algumas técnicas de confecção de unidades e suas diferentes aplicações. Usaremos como estudo de caso o projeto de documentação de línguas indígenas do Museu do Índio/UNESCO que utiliza esse modelo de gramática pedagógica como instrumento de documentação, revitalização e educação bilíngue em cinco comunidades distintas. Veremos como a preparação de gramáticas pedagógicas cuja apresentação das estruturas linguísticas está baseada em contextos comunicativos desenvolvidos pelos próprios falantes está ajudando na formação de professores de língua nas aldeias e facilitando a colaboração entre linguistas e professores/informantes, tanto na produção do material didático quanto na descrição de estruturas linguísticas para futuras pesquisas.

Referências

Alonso, R., Castaneda, A., Martinez, P., Miquel, L., Ortega, J., and Ruiz, J. (2008). Gramática Básica del Estudiante de Español. Prentice Hall, New Jersey.

Bygate, M., Skehan, P., and Swain, M. (2001). Researching Pedagogic Tasks, Second Language Learning, Teaching and Testing. Longman, Harlow.

Carter, R. (2003). Language awareness. ELT Journal, 57(1):64–65.

DeKeyser, R. (2003). Implicit and explicit learning. In Doughty, C. and Long, M., editors, The Handbook of Second Language Acquisition, pages 313–348. Blackwell.

Ellis, R. (2005). Instructed language learning and task-based teaching. In Hinkel, E., editor, Handbook of Research in Second Language Teaching and Learning, pages 713–728. Lawrence Erlbaum

Associates, Mahwah, NJ.

Ellis, R. (2006). Modelling learning difficulty and second language porficiency: The differential contributions of implicit and explicit knowledge. Applied Linguistics, 27(3):431–463.

Ferris, D. (2006). Does error feedback help student writters? new evidence on the short- and longterm effects of written error correction. In Hyland, K., , and Hyland, F., editors, Feedback in Second Language Writing: contexts and issues, Cambridge Applied Linguistics, chapter 5, pages 81–104. Cambridge University Press, Cambridge, UK.

Gass, S. and Mackey, A. (2007). Input, interaction, and output in second language acquisition. In VanPatten, B. and Williams, J., editors, Theories in Second Language Acquisition, pages 175–199.

Routledge, Mahwah, NJ. Lightbown, P. M. and Spada, N. (1999). How languages are learned. Oxford University Press, Oxford.

Long, M. (2000). Focus on form in task-based language teaching. In Lambert, R. and Shohamy, E., editors, Language Policy and Pedagogy: Essays in honor of A. Ronald Walton, pages 179–192.

John Benjamins Publishing Company, Philadelphia. Murphy, R. (2004). English Grammar in Use. Cambridge University Press, Cambridge, UK.

Odlin, T. (1994). Perpectives on Pedagogical Grammars. Cambridge University Press, Cambridge, UK.

Polio, C. (2007). A history of input enhancement: Defining an evolving concept. In Cascoigne, C., editor, Assessing the impact of input enhancement in second language education, chapter 1, pages 1–17. New Forums Press, Stillwater, OK.

Schmidt, R. (2010). Attention, awareness and individual differences in language learning. In Chan, W. M., Chi, S., Cin, K. N., Isato, J., Nagami, M., Sew, J. W., Suthiwan, T., and Walker, I., editors, Proceedings of CLaSIC 2010, pages 721–737, Singapore. National University of Singapore.

Swain, M. (2005). The output hypothesis: Theory and research. In Hinkel, E., editor, Handbook on research in second language learning and teaching. Lawrence Elrbaum Associates, Mahwah, NJ.

VanPatten, B. (2007a). Input processing in adult second language acquisition. In VanPatten, B. and Williams, J., editors, Theories in Second Language Acquisition, pages 115–136. Routledge, Mahwah, NJ.

VanPatten, B. (2007b). Some thoughts on the future of research on input enhancement. In Cascoigne, C., editor, Assessing the impact of input enhancement in second language education, chapter 10, pages 169–189. New Forums Press, Stillwater, OK.

Williams, J. (2005). Form-focused instruction. In Hinkel, E., editor, Handbook of Research in Second Language Teaching and Learning, chapter 37, pages 671–691. Lawrence Elrbaum Associates, Mahwah, NJ.

 

FUNCTIONAL SYNTAX

Masayoshi Shibatani (Rice University)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Manhã

Ementa: This course reexamines several fundamental theoretical assumptions and analytical practices of both traditional and generative grammar frameworks from a functional perspective. Following an introduction comparing the philosophical and methodological differences between functional and formal linguistics, the course reexamines the treatment and analysis of the following topics/phenomena: parts of speech, constituency, semantic roles and grammatical relations, relative clauses and nominalizations. The reading materials relevant to each topic will be suggested in class.

Bibliography

Shibatani, Masayoshi. 2013. What can Japanese dialects tell us about the function and development of the nominalization particle 'no'. Japanese/Korean Linguistics 20. 421-444.

Shibatani, Masayoshi and Hiromi Shigeno 2013. Amami nominalizations. International Journal of Okinawan Studies, Vol 7.107-139.

Shibatani, Masayoshi, Sung Yeo Chung and Bayaerduleg. in press. Genitive modifiers— Ga/no conversion revisited. Japanese/Korean Linguistics 22. Japanese/Korean Linguistics 20

Masayoshi Shibatani 2008 Relativization in Sasak and Sumbawa, Eastern Indonesia. Language and Linguistics 9.4:865-916.

Grammaticalization of converb constructions: The case of Japanese –te conjunctive Constructions

Shibatani, Masayoshi "On the conceptual framework for voice phenomena." Linguistics, 44-2 (2006): 217-269.

Shibatani, Masayoshi "On the conceptual framework for voice phenomena." Linguistics, vol. 44, no. 2 (2006) In Press

Masayoshi Shibatani "On the conceptual framework for voice phenomena." LinguisticsIn Press

 

AN OVERVIEW OF SYNTACTIC THEORY

Robert D. Van Valin, Jr. & Anja Latrouite (Heinrich Heine University Düsseldorf)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Tarde

Ementa: This series of lectures will off an overview of syntactic theory, concentrating on two approaches quite distinct from the Minimalist Program; some familiarity with it is presupposed. The two approaches are Role and Reference Grammar [RRG] (Van Valin 2014) and Lexical-Functional Grammar [LFG] (Broadwell 2014). The first lecture will survey the current theoretical situation, with some reference to its historical development (see Culicover 2014), and then the remaining lectures will be split between RRG and LFG, with the goal of giving the participants an introduction to how these approaches analyze some of the core grammatical phenomena.

References & recommended readings:

Broadwell, George Aaron. 2014. Lexical-Functional Grammar. In A. Carnie, et al. (eds.),
       The Routledge Handbook of Syntax, 556-78. New York: Routledge.
Culicover, Peter. 2014. The history of syntax. In Carnie, et al. (eds.), 465-89.
Van Valin, Robert. 2014. Role and Reference Grammar. In Carnie, et al. (eds.), 579-603.

 

ESTRUTURA DA ORAÇÃO BÁSICA E RELAÇÕES GRAMATICAIS

Francisco Queixalós (CNRS/France)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Tarde

Ementa: Este curso tem como objetivo o estudo da oração básica e relações gramaticais a partir de uma perspectiva funcionalista.

 

ELEMENTOS NÃO-VERBAIS NO DISCURSO ORAL INDÍGENA E NA FALA POPULAR AMAZÔNICA: GESTOS E IDEOFONES

Sabine Reiter (DAAD Alemanha/UFPA)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Tarde

Ementa: O desenvolvimento das novas tecnologias nas últimas duas décadas que facilitou cada vez mais as gravações em áudio e vídeo revitalizou o interesse dos pesquisadores para os elementos não-verbais na comunicação. Dois desses elementos estão no foco deste curso: os gestos que acompanham o discurso oral, interagindo com a linguagem, e os ideofones. Enquanto que os gestos co-occorrentes com a fala podem ser observados em todas as línguas, os ideofones, definidos como "palavras marcadas que retratam o imagético sensorial" , embora que tenham uma occorrência mais restrita nas línguas do mundo, são um fenômeno muito comum nas línguas indígenas amazônicas. As primeiras análises focalizando nos gestos como parte integral da comunicação humana surgiram nos anos 1990. Gestos co-ocorrendo com a fala podem exercer várias funções, contribuindo informações no nível semântico, pragmático e de interação conversacional. Ao mesmo tempo podem ser estudados como indicadores para a estruturação mental de conceitos básicos da percepção humana. Os primeiros ideofones foram estudados no contexto de línguas africanas. Tipicamente expressam aspectos característicos de eventos. Eles têm uma prosodia marcada; p.ex. podem ter um ritmo específico, ou são pronunciados com alongamento de vogal. Frequentemente são reduplicados ou repetidos várias vezes em sequência. Sintaticamente podem formar uma unidade própria, ou podem ser integrados na frase de maneira similar à fala direta. No discurso, eles são utilizados como técnica para salientar um evento. Ideophones já foram chamados de "gestos vocais" porque são elementos performativos. Também distinguem-se de (outras) palavras pela referência não totalmente arbitrária. Vários estudos mostram uma conexão estreita entre ideofones e gestos. Neste curso vamos conhecer a teoria básica referente ao estudo e à classificação de gestos e de ideofones. Vamos conhecer trabalhos nos quais esses dois fenômenos foram estudados de várias maneiras, em termos da sua função comunicativa e referente à cognição. Em sessões de vídeo, vai ser analisado o seu uso no discurso, principalmente em línguas amazônicas.

Bibliografia

Dingemanse, M. (2011). The Meaning and Use of Ideophones in Siwu. Doctoral Dissertation. Radboud Universiteit Nijmegen.

Duncan, S.D. (2002). "Gesture, verb aspect, and the nature of iconic imagery in natural discourse ". Gesture, 2 (2): 183–206.

Goldin-Meadow, S. (2004). "Gesture's Role in the Learning Process". Theory into practice, 43 (4): 314-321.

Harrison, S. (2010). "Evidence for node and scope of negation in coverbal gesture". Gesture, 10 (1): 29-51.

Haviland, J.B. (2000). "Pointing, gesture spaces and mental maps". In: McNeill, D. (ed.), Language and gesture. Cambridge: Cambridge University Press, 13-46.

Kendon, A. (2004). Gesture. Visible Action as Utterance. Cambridge: Cambridge University Press.

Kita, S. (1997). "Two-dimensional semantic analysis of Japanese mimetics". Linguistics 35(2), 379-415.

Kita, S. (ed.) (2003). Pointing: Where Language, Culture and Cognition meet. Mahwah, NJ: Erlbaum.

Kita, S. and A. Özyürek (2003). "What does cross-linguistic variation in semantic coordination of speech and gesture reveal?: Evidence for an interface representation of spatial thinking and speaking". Journal of Memory and Language, 48: 16-32.

McNeill, D. (1992). Hand and Mind: What Gestures reveal about Thought. Chicago: University of Chicago Press.

McNeill, D. (2005). Gesture and Thought. Chicago: University of Chicago Press.

Mittelberg, I. (2007). Methodology for multimodality. One way of working with speech and gesture data. In: M. Gonzales-Marquez, I. Mittelberg, S. Coulson and M. J. Spivey (eds.). Methods in Cognitive Linguistics. Amsterdam/ Philadelphia: John Benjamins, 225-248.

Nuckolls, J. B. (1996). Sounds like Life: Sound-Symbolic Grammar, Performance, and Cognition in Pastaza Quechua. New York/ Oxford: OUP Núñez, R. E. & E. Sweetser (2006). "With the Future behind Them: Convergent Evidence from Aymara Language and Gesture in Crosslinguistic Comparison of Spatial Construals of Time". Cognitive Science (30): 401-450.

Pereira, Ana Cristina Carvalho (2010). Os Gestos da Mãos e a Referenciação: Investigação de Processos Cognitivos na Produção Oral. Tese de Doutorado. Belo Horizonte: Universidade Federal de Minas Gerais.

 

COMO ANALISAR A SINTAXE DE UMA LÍNGUA INDÍGENA

Denny Moore  (MPEG/CNPq/MCTI)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Tarde

Ementa: A meta do curso é fornecer metodologia prática para analisar a estrutura sintática básica de uma língua indígena, como também fornecer experiência analítica através de exercícios com dados da língua dos Gavião de Rondônia. Tópicos do curso incluirão:

  • Definição de classes de palavras (nome, advérbio, etc) com base em critérios internos à língua
  • Composição e estrutura de orações, sintagmas e outras construções sintáticas
  • Mudanças estruturais relacionadas a processos pragmáticos (tópico, foco, pergunta, etc)

Bibliografia Geral

Shopen, Timothy (org). 2007. Language Typology and syntactic description, vols 1, 2 e 3. Cambridge: Cambridge University Press.

Bibliografia Gavião:

Moore, Denny. 1984. Syntax of the language of the Gavião Indians of Rondônia, Brazil. Tese de doutorado. City University of New York. ( http://www.etnolinguistica.org/tese:moore-1984)____. 2006. Cláusulas relativas em Gavião de Rondônia. Boletim do Museu Paraense Emílio Goeldi, v. 1, n. 1, pp135-143, janeiro-abril 2006. (http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S1981-81222006000100010&script=sci_arttext) ____. 2009. Construções causativas em Gavião de Rondônia. Revista Moara 32. ____. 2009. Partículas sentenciais na língua dos Gavião de Rondônia. Arquivo 01 – File 10) do CD 'Anais do I CIELLA / X JELL' org. por Germana Maria Araújo Sales e Mari Tereza Furtado. Belém: Paka Tatu.

 

POLÍTICA LINGUÍSTICA

Kanavillil Rajagopalan (UNICAMP)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Manhã

Ementa: Este curso introdutório procurará discutir, em primeiro lugar, o que é que se entende pelo termo 'política linguística' e quais os diferentes aspectos do tema e diferentes sentidos do termo, chamando atenção para as armadilhas que podem estar no caminho de quem se envereda nessa empreitada. Em seguida, será feito um esforço no sentido de focar a importância e onipresença da questão política em praticamente todas as discussões relativa a língua(gem).

Metodologia: Aulas serão ministradas de forma expositiva, intercalada com amplo espaço para discussão em grupo visando troca de experiências e posições.

Avaliação: Será feita com base na participação de cada aluno nas discussões na sala de aula.

Bibliografia

Calvet, Louis-Jean (2007). As Políticas Linguísticas. São Paulo: Ed. Parábola.

Lopes da Silva, Fábio e Rajagopalan, K. (2004). A Linguística que Nos Faz Falhar. São Paulo: Ed. Parábola.

Fishman, Joshua A. (2006). Do NOT leave your Language Alone: The Hidden Status Agendas within Corpus Planning in Language Policy. Mahwah, New Jersey: Lawrence Erlbaum Associates, Publishers.

Hall, Robert A. (1950). Leave Your Language Alone! Ithaca: Linguistica.

Joseph, J. E. (2006). Language and Politics. Edinburgh: Edinburgh University Press.

Rajagopalan, K. (2003). Por uma Linguística Crítica. São Paulo: Ed. Parábola.

——— (2005a). Applied Linguistics in Latin America. Amsterdam: John Benjamins.

——— (2005b). The language issue in Brazil: when local knowledge clashes with specialized knowledge. In S. Canagarajah (ed.). Reclaiming the Local in Language Policy and Practice. Mahwah, NJ: Lawrence Erlbaum Publishers.

——— (2006). Review of Language Policy and Language Planning. From Nationalism to Globalisation by S. Wright. The Journal of Language, Identity, and Education. 5. 4. pp. 326-331.

——— (2007a). Review of J. Joseph: Language and Politics. Applied Linguistics. 28. (2). 330-333.

——— (2007b). Review of "Language Policy: Hidden agendas and new approaches" by Elana Shohamy In International Journal of Applied Linguistics. vol.17. no. 1. 250-254

——— (2008). The role of geopolitics in language planning and language politics in Brazil. Current Issues in Language Planning. 9. 2. pp. 179-192.

——— (2010). Linguagem, identidade nacional e a importância da perspectiva geopolítica. Em: Nuñes, A., Padoin, M.M. e Machado de Oliveira, T. C. (orgs.) Diálogos e Dilemas Platinos - volume 1. Dourados, MS: Ed, da UFGD e Ed. da UFP.

——— (2012). O papel eminentemente político dos materiais didáticos de inglês como língua estrangeira. Em: Scheyerl, Denise e Siqueira, Sávio (orgs.) Materiais Didáticos de Língua Estrangeira; Contestações e Proposiçõe. Salvador: Edufba. pp. 57-82.

——— (2012). Linguistics and the ordinary folks 'out there'. Language Forum. 38. 6. pp. 5 - 25.

——— (2013a). O ensino de línguas como parte da macro-política lingüística. Gerhardt, A. F. L. M.; Amorim, M. A. de.; Carvalho, A. M. (Orgs.) Linguística aplicada e ensino: língua e literatura. Campinas: Pontes/ALAB, no prelo.

——— (2013b). A política de ensino de línguas no Brasil: um breve apanhado de sua história e algumas reflexões prospectivas. Em: Moita-Lopes (Org.) Lingüística Aplicada na Modenidade Recente: Festschrift for Antonieta Celani. São Paulo: Ed. Parábola.

——— (2013c). Política linguística: do que é que se trata, afinal? In: Nicolaides, C. et alii. (orgs.) Políticas e Políticas linguísticas. Pontes/ALAB. pp. 19 – 42.

——— (2014). A pesquisa política e socialmente compromissada em pragmática. Em: Silva, D.N. et alii (orgs.) Nova Pragmática – modos de fazer. São Paulo: Editora Cortez. pp. 101 – 128.

——— (no prelo-1). O professor de línguas e a suma importância do seu entrosamento na política linguística do seu país. Djane (orga.) Política linguística e ensino de língua. São Paulo: Editora Pontes.

——— (no prelo-2). On the challenge of teaching English in Latin America with special emphasis on Brazil. In Rivers, D. (ed). Resistance to the Known: Counter-Conduct in Foreign Language Education. Reino Unido: Palgrave.

Shohamy, E. (2006) Language Policy: Hidden Agendas and New Approaches. London/New York: Rotledge.

——— (2007). Response to Kanavillil Rajagopalan's review of Shohamy, 2006, Language Policy: Hidden agenda and new approaches. International Journal of Applied Linguistics. Vol. 17. no. 2. pp. 439-442.

 

FONOLOGIA DE LABORATÓRIO

Thais Cristófaro (UFMG/CNPq)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Manhã

Ementa: Este curso discute os princípios teóricos e metodológicos relacionados com a Fonologia de Laboratório (Pierrehumbert, Beckman & Ladd, 2000/2011). Pretende-se discutir os seguintes temas: 1) a natureza da Fonologia de Laboratório; 2) A relação entre a Fonética e a Fonologia, 3) Percepção, Corpora, Sociofonética e Frequência e 4) Trabalho de campo e Desenho experimental.

Bibliografia

Boersma, Paul. (2011). Modelling phonological category learning. In: The Oxford Handbook of Laboratory Phonology. Oxford University Press. Oxford.

Bybee, Joan (2014) Articulatory Processing and Frequency of Use in Sound Change. In: The Oxford Handbook of Historical Phonology. Patric Honeybone & Joseph Salmons (Eds). Oxford University Press. Oxford. [a sair em Nov 2014].

Cieri, Christopher. (2011). Making a field recording. In: Sociophonetics: a student's guide. Routledge. London & New York.

Clopper, Cynthia & Pisoni, David. (2008). Perception of dialect variation. In: The Handbook of Speech Perception. David Pisoni and Robert E.Remez (eds).

Clopper, Cynthia; Hay, Jennifer and Plichta, Bartholomiej (2011). Experimental speech perception and perceptual dialectology. In: Sociophonetics: a student's guide. Routledge. London & New York.

Cohn, Abigail C. (2010). Laboratory Phonology: Past Successes and current questions, challenges and goals. In: Laboratory Phonology 10. Fougeron, Cecile; Kuhnert, Barbara; D'Imperio, Mariapaola and Valee, Nathalie (eds). Mouton de Gruyter. Berlin & New York.

Di Paolo, Marianna and Malcah Yaeger-Dror. (2011). Field Methods: gathering data, creating a corpus, and reporting your work. In: Sociophonetics: a student's guide. Routledge. London & New York.

Foulkes, Paul; Scobbie, James and Watt, Dominique. Sociophonetics. (2013). In: The Handbook of Phonetic Sciences. 2nd edition. Wiley-Blackwell. West Sussex.

Gick, Brian; Wilson, Ian and Derrick, Donald. (2013). Articulatory Phonetics. Wiley-Blackwell. West Sussex.

Ohala, John. (2013). The relationship between Phonetics and Phonology. In: The Handbook of Phonetic Sciences. 2nd edition. Willey-Blackwell. West Sussex.

Pierrehumbert, Janet B., and Cynthia G. Clopper. (2010). What is LabPhon? And where is it going? In: In: Laboratory Phonology 10. Fougeron, Cecile; Kuhnert, Barbara; D'Imperio, Mariapaola and Valee, Nathalie (eds). Mouton de Gruyter. Berlin & New York.

Pierrehumbert, Janet B., Beckman, Mary. & Ladd, D. Robert (2011) Conceptual foundations of phonology as a laboratory science. (reprint from 2000). In: The Oxford Handbook of Laboratory Phonology. Oxford University Press. Oxford.

Stone, Maureen. (2013). Laboratory Techniques for Investigating Speech Articulation. In: The Handbook of Phonetic Sciences. 2nd edition. Wiley-Blackwell. West Sussex.

 

PRINCÍPIOS DE LINGUÍSTICA HISTÓRICA

Sergio Meira (RUN)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Manhã

Ementa: Este curso proverá uma rápida introdução à Linguística Histórica, tratando, inicialmente, da questão da mudança linguística, suas causas, motivações e variedades, detendo-se, em seguida, no método histórico-comparativo e seu uso na reconstrução de proto-línguas e na classificação de línguas atuais (o qual será apresentado e sobre o qual serão feitos exercícios práticos), e concluindo com um apanhado geral das últimas novidades na área.

Referências Bibliográficas

Crowley, Terry. An Introduction to Historical Linguistics. Oxford Univeristy Press. (3rd edition, 1997; 4th edition 2014, in co-authorship with Claire Bowern)

Campbell, Lyle. Historical lingistics: An introduction. MIT Press, 1998.

 

GRAMÁTICA E ENSINO: HÁ VIDA INTELIGENTE NO ENSINO DE SINTAXE

Maria José Foltran (UFPR)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Manhã

Ementa:
Objetivos:

  • Refletir sobre o ensino de gramática e sua funcionalidade;
  • Rever conceitos tradicionais: como fazer a gramática tradicional ter sentido;
  • Redimensionar a análise sintática.

Programa:
  • Concepções de ensino de gramática: gramática e texto e não gramática ou texto;
  • Retomando a gramática tradicional.
  • Categorias. Relacões. Funções.
  • Estrutura argumental.
  • Estrutura sintagmática.
  • Coordenação e subordinação.
  • Teorias sintáticas e ensino.

Bibliografia

CANÇADO, M. (2005). Papéis Temáticos. In: Cançado, M. Manual de Semântica. Belo Horizonte: Editora UFMG.

CUNHA, C. & CINTRA, L. (1985). Nova gramática do português contemporâneo. Rio de Janeiro, Nova Fronteira.

NEGRÃO, E. (2002). A competência linguística. In: FIORIN, J. L. Introdução à Linguística: objetos teóricos. São Paulo: Contexto.

NEGRÃO, E. et alii. (2003). Sintaxe: explorando a estrutura da sentença. In: FIORIN, J. L. Introdução à Linguística: princípios de análise. São Paulo: Contexto.

FRANCHI, C. et alii. (2006). Um exemplo de análise e de argumentação em sintaxe. In: Possenti, Sírio (0rg). Mas o que é mesmo gramática? São Paulo: Parábola.

LARSON, R. (2010). Grammar as Science. Cambridge (MA), MIT Press.

MENDES DE SOUZA, L. (2012). Estrutura Argumental e Papéis Temáticos. In: TAVEIRA DA CRUZ, R. As Interfaces da Gramática. Curitiba: Editora CRV.

PERINI, M. (2006). Princípios de linguística descritiva: introdução ao pensamento gramatical. S. Paulo: Parábola.

ROCHA LIMA, C. H. (1986). Gramática normativa da língua portuguesa. Rio de Janeiro, José Olympio.

 

DA INTERAÇÃO FALADA AO TEXTO ESCRITO: INVESTIGANDO A ORALIDADE

José Gaston Hilgert (Universidade Presbiteriana Mackenzie-São Paulo)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Manhã

Ementa: Partindo dos traços que configuram as interações face a face, tem este curso o objetivo de focalizar a oralidade em textos escritos com base em fundamentos da enunciação. Além de discutir princípios teóricos, o curso pretende abrir perspectivas de trabalho com a oralidade em aulas de língua portuguesa.

Bibliografia

BARROS, D. L. P. de. Efeitos da oralidade no texto escrito. In: Dino Preti. (Org.). Oralidade em diferentes discursos. São Paulo: Humanitas, 2006, p. 57-84.

BENTES, A. Ch,; LEITE, M. Q. (org.). Linguística de texto e análise da conversação: panorama das pesquisas no Brasil. São Paulo: Cortez, 2010.

FIORIN, J. L. Pragmática. In: FIORIN, J. L. (org.). Introdução à linguística (II): princípios de análise. São Paulo: Contexto, 2003, p.161-185.

HILGERT, J. G; CRESTANI, L. M. O blog noticioso na perspectiva da oralidade no texto escrito. Calidoscopio (Online), v. 11, p. 259-269, 2013.

MARCUSCHI, L. A. Da fala para a escrita: atividades de retextualização. São Paulo: Cortez, 2001.

 

ANÁLISE DO DISCURSO

Sírio Possenti (Universidade Estadual de Campinas)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Tarde

Ementa: Apresentação de conceitos fundadores

  • condições de produção
  • formação discursiva
  • interdiscurso
  • memória
  • sujeito
  • autor

Apresentação de novos conceitos
  • semântica global
  • ethos
  • simulacro
  • discursos constituintes
  • paratopia
  • campo

A questão do corpus
  • unidades tópicas
  • unidades não tópicas

A questão dos gêneros
  • em Bakhtin
  • na Linguística de Texto
  • na Análise do Discurso

Bibliografia

Brandão, H. N. Introdução à análise do discurso. Campinasa: Editora da Unicamp

Maingueneau, D. Doze conceitos em análise do discurso. São Paulo: Parábola

-------------------. Análise de textos de comunicação. S. Paulo: Cortez

-------------------. Cenas da enunciação. São Paulo: Parábola

-------------------. Frases sem texto. São Paulo: Parábola

-------------------. O discurso literário. S. Paulo: Contexto

Mussalim, F. Análise do discurso. In: Mussalim e Bentes. Introdução à lingüística; domínios e fronteiras. S. Paulo: Cortez

Orlandi, E. Análise de discurso; princípios e procedimentos.Campinas: POntes

Pêcheux, M.O discurso: estrutura ou acontecimento. Campinas: Pontes

Possenti, S. Teoria do discurso; um caso de múltiplas rupturas. In: Mussalim e Bentes. Introdução à lingüística; fundamentos epistemológicos. S. Paulo: Cortez

 

MÉTODOS EM SINTAXE EXPERIMENTAL

Marcus Maia (UFRJ)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Manhã

Ementa: A nova disciplina Sintaxe Experiental procura integrar as pesquisas em Linguística Teórica e Psicolinguística Experimental. O curso iniciará revisando a constituição deste campo de pesquisa e discutindo os níveis de representação epistemológica e psicológica dos construtos lingüísticos. Em seguida, será desenvolvida uma tipologia dos métodos de pesquisa utilizados nas ciências e na Linguística, em particular, tais como o método etnográfico, o método da elicitação, do julgamento de gramaticalidade/aceitabilidade, concentrando-se, então, no método experimental, para caracterizar suas propriedades (hipóteses explícitas, variáveis independentes e dependentes, design fatorial, sujeitos, tarefas objetivas). Revisaremos de modo prático diferentes métodos psicolinguísticos on-line e off-line, tais como os paradigmas de priming/masked priming, decisão lexical, leitura/audição automonitoradas, julgamento imediato de gramaticalidade/aceitabilidade, detecção de incongruência, sentence/picture matching, rastreamento ocular (eye-tracking). Finalmente, analisaremos diferentes experimentos levados a efeito na literatura internacional e nacional a respeito da computação de palavras e frases em diversas línguas, incluindo línguas indígenas. Abordaremos questões gramaticais centrais tais como a recursividade sintática, o processamento da correferência anafórica, a produção e a compreensão de construções sintaticamente ambíguas, o processamento de sintagmas QU, de categorias vazias e da estrutura argumental de verbos. Na última sessão do curso, faremos uma oficina prática, em que os participantes desenvolverão um projeto de experimento investigando questão gramatical de sua escolha.

Referências

CORRÊA, L. M. S. . Relação processador lingüístico-gramática em perspectiva: problema de unificação em contexto minimalista. DELTA. Documentação de Estudos em Lingüística Teórica e Aplicada, v. 24, p. 231-282, 2008.

FRANÇA, A. I.; MAIA, M.. (orgs.) Papers in Psycholinguistics. Rio de Janeiro: Ed. Imprinta, 2010. v. 1. 457 p.18.

GIBSON, E. & FEDORENKO, E. (2010b). The need for quantitative methods in syntax. Language and Cognitive Processes.

LEWIS, S.; PHILLIPS, C. (to appear). Aligning grammatical theories and language processing models. Journal of Psycholinguistic Research. September 2013.

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MAIA, M.. Sintaxe Experimental: uma entrevista com Marcus Maia. RevistaVirtual de Estudos da Linguagem, v. 10, 2012, p. 184-193.

MAIA, M. ; GARCIA, D. C. DE ; OLIVEIRA, Cristiane de. The Processing of Conceptual Anaphors and Fully Specified Pronouns in Intra-Sentential Contexts in Brazilian Portuguese. Revista Virtual de Estudos da Linguagem, 2012, v. 6, p. 200-219.

MAIA, M. Linguística Experimental: aferindo o curso temporal e a profundidade do processamento. Revista de Estudos da Linguagem (UFMG). 2013, v. 21, p. 9-42, 2013.

MAIA, M. Efeito da Lacuna Preenchida e Plausibilidade Semântica no Processamento de Frases em português brasileiro. A aparecer em Cadernos de Letras (UFF)

PHILLIPS, C. (2009). Should we impeach armchair linguists? In S. Iwasaki, H. Hoji, P. Clancy, & S.-O. Sohn (Eds.), Japanese/Korean Linguistics 17. Stanford, CA: CSLI Publications.

PHILLIPS, C., WAGERS, M. W.; & LAU, E. F. Grammatical illusions and selective fallibility in real-time language comprehension. In J. Runner (ed.), Experiments at the Interfaces, Syntax & Semantics. 2011, vol. 37, p. 153-186. Bingley, UK: Emerald Publications.

SCHÜTZE, C.T. (1996). The Empirical Base of Linguistics: Grammaticality Judgments and Linguistic Methodology. Chicago: The University of Chicago Press.

SNYDER, W. (2000) An experimental investigation of syntactic satiation effects, LI 31, 575-582.

SPROUSE, J. (2007). A program for experimental syntax. Doctoral dissertation, U. Maryland. SPROUSE, J. & D. ALMEIDA. 2010. A quantitative defense of linguistic methodology. LingBuzz/001075

SPROUSE, J.; HORNSTEIN, N. Experimental Syntax and Island Effects. Cambridge University Press, 2014.

 

ESTUDOS DISCURSIVOS NO BRASIL: HISTÓRIA E ESTADO DA ARTE

Roberto Baronas (UFSCar/UFMT/CNPq)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Tarde

Ementa: Em seu último livro, Discours et analyse du discours, publicado pela Armand Colin, 2014, Dominique Maingueneau, defende a tese de que a análise de discurso deveria ser pensada como uma disciplina de um campo de estudos maior, o dos estudos do discurso. Neste minicurso, assumindo a proposição de Maingueneau (2014), objetivamos inicialmente, refletir sobre as condições históricas e epistemológicas que possibilitaram diferentes irrupções de alguns dos estudos brasileiros que circulam no campo do discurso. Em seguida, realizamos uma espécie de cartografia dos estudos discursivos tal como praticados atualmente na geografia brasileira, destacando algumas das principais correntes em vigor e também os seus principais temas de interesse. Para tanto, além de Maingueneau (2014), nos ancoramos teórico-metodologicamente, por um lado, na metodologia dos programas de pesquisa, proposta por Lakatos (1973) e, por outro, nas contribuições discursivas de Jacques Guilhaumou (2009) acerca da noção de narrativa do acontecimento. Tomamos como recorte temporal quatro percursos históricos: os anos setenta; os anos oitenta; os anos noventa do século passado e os anos 2000. Para este minicurso, recortamos enquanto estudos discursivos praticados no Brasil: a abordagem dialógica, tributária de Bakhtin e seu círculo e desenvolvida por Brait; Faraco e Geraldi; a semiótica greimasiana, tributária de Greimás e desenvolvida por Pais; Blikstein; Silva, Lopes; Barros e Fiorin; a semiótica pierceana, tributária de Pierce e desenvolvida por Santaella; a semiolinguística, tributária de Charaudeau e desenvolvida por Machado; a análise do discurso crítica, tributária de Fairclough e Van Djick e desenvolvida por Magalhães; a materialista, tributária de Pêcheux e desenvolvida por Orlandi; a historicista, tributária de Michel Foucault; Jean-Jacques Courtine e Jean-Marie Marandin e desenvolvida por Gregolin e Coracini e a enunciativa, tributária de Maingueneau e desenvolvida por Possenti e Souza-e-Silva.

Referências bibliográficas

ALTMAN, C. A pesquisa linguística no Brasil (1968-1988). São Paulo: Humanitas/FFLCH/USP, 1998.

ARGENMÜLLER, J. L'analyse du discours en Europe. IN: BONNAFOUS, S. & TEMAR, M. Analyse du discours et sciences humaines et sociales. Editions, Ophrys, Paris, FR, 2007.

BARONAS, R. L. Ciências brasileiras de lingua(gem): teorias de discurso. Volume 01, 2014. No prelo para a publicação.

BARROS, D. L. P. de (1996) Reflexões sobre os estudos do texto e do discurso. Língua e Literatura, 22. São Paulo: 181-199.

COX, M. P. & BARONAS, R. L. Dizeres de/sobre Mato Grosso: leituras discursivas. Cuiabá: Editora da Universidade Federal de Mato Grosso e Fundação de Amparo à Pesquisa de Mato Grosso, 2014.

CASTILHO, A. Breve memória do Grupo de Estudos Linguísticos do Estado de São Paulo. IN: BRUNELLI, A. F. (et all). GEL: 40 anos de história na Linguística Brasileira. São Paulo: Paulistana, 2009.

COURTINE, J. J. O discurso inatingível: marxismo e linguística (1965-1985). Trad. Heloisa Monteiro Rosário. Cadernos de Tradução, Porto Alegre, n. 6, 1999.

DUFOUR, F. & ROSIER, L. Analyse do discours à la française: continuités et reconfigurations. Revue Langage & Société, nº 140, Éditions de la Maison des sciences de l´homme, juin de 2012.

ESCOBAR, C. H. Proposições para uma semiologia e uma linguística: uma nova leitura de F. de Saussure. Rio de Janeiro: Editora Rio, 1973.

FIORIN, J. L. (1994) Linguística: perspectivas e aplicações. Estudos Lingüísticos. XXIII Anais de Seminários do GEL, I: 18-25.

GUILHAUMOU, J. Linguística e história: percursos analíticos de acontecimentos discursivos. São Carlos, SP: Pedro & João Editores, 2009.

HELSLOOT, N. et HAK Tony , « La contribution de Michel Pêcheux à l'analyse de discours » , Langage et société, 2000/1 n° 91.

KOGAWA, J. M. A semiologia saussuriana e a constituição da AD no Brasil. IN: Anais do SETA, volume 04, Unicamp, 2010.

KHUNN, T.A revolução copernicana: a astronomia planetária no desenvolvimento do pensamento Ocidental. Lisboa: Edições 70, 1990

_____. A estrutura das revoluções científicas. 7.ª ed. São Paulo: Perspectiva, 2003.

LAKATOS, I. The Methodology of Scientific Research Programmes: Philosophical Papers Volume 1. Cambridge: Cambridge University Press, 1977.

_____. Mathematics, Science and Epistemology: Philosophical Papers Volume 2. Cambridge: Cambridge University Press, 1978.

MAINGUENEAU, D. Novas tendências em Análise do Discurso. Campinas: Pontes & Editora da Unicamp, 1989.

_____.& CHARAUDEAU, P. Dicionário de Análise do Discurso. São Paulo, Contexto, 2003.

_____. A Análise do Discurso e suas fronteiras. IN: Revista Matraga, v. 14, nº 20, 2007.

_____. Discours et analyse du discours, Paris, Fr: Armand Colin, 2014a.

_____. O que pesquisam os analistas do discurso. IN. Revista da ABRALIN, 2014/02, São Carlos - UFSCar (No prelo para a publicação).

MARCUSCHI, L. A. (org.) (1992) Quem é quem na pesquisa em Letras e Linguística no Brasil. Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Linguística - ANPOLL, Recife.

NUNES, G. L. Pressuposição, subordinação, discurso. IN: Revista Brasileira de Linguística, v 04, número 1, 1977.

ORLANDI, E. Discurso em análise: sentido, sujeito e ideologia. Campinas, SP: Pontes, 2011.

POSSENTI, S. O que os analistas do discurso pesquisam. IN. Revista da ABRALIN, 2014/02, São Carlos - UFSCar (No prelo para a publicação).

SCOLA, V. I. R. A Análise do Discurso na Argentina: estudo comparado com a situação do Brasil. Dissertação de Mestrado apresentada ao Programa de Pós-Graduação em Linguística da Universidade Federal de São Carlos – UFSCar, 2014.

 

VARIAÇÃO E CONTATOS LINGUÍSTICOS NA PERSPECTIVA DA DIALETOLOGIA PLURIDIMENSIONAL

Cléo Valten Altenhofen (Universidade Federal do Rio Grande do Sul - UFRGS)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Tarde

Ementa: Fundamentos teóricos e metodológicos para o estudo da variação e dos contatos linguísticos na perspectiva de macroanálises pluridimensionais de variedades linguísticas em contato em diferentes configurações do espaço geográfico e social, considerando espaços urbanos e rurais, áreas de fronteira e de imigração, ilhas linguísticas, etc. - Complexidade dos contextos plurilíngues e plurivarietais derivados de migrações. - Dimensões de análise da variação e do plurilinguismo como princípio ordenador da pesquisa. Métodos de coleta e de análise de dados de falantes e comunidades plurilíngues. - Exemplificação através de estudos empíricos de minorias linguísticas em contato no Brasil.

PROGRAMA:

1º dia: Conceitos básicos no estudo de comunidades plurilíngues, de contatos linguísticos e de migrações. Tarefas de pesquisa no contexto brasileiro. Tipologia de contatos linguísticos. Delimitação do objeto de estudo: relações entre língua, dialeto e variedades no contínuo linguístico.
Leituras sugeridas: Altenhofen (2014); Coseriu (1982); Berruto (2010); Mackey (1972); Fishman (1967); Guia INDL (2014, v. 1 e 2); Aronin & Ó Laoire (2012).

2º dia: Dimensões de análise da variação e dos contatos linguísticos. Dimensão diageracional: variação e mudança linguística em “tempo aparente”; dimensão diastrática: classes sociais (socioletos) e escolaridade; dimensão diassexual/diagenérica: questões de gênero (língua de homens e mulheres); dimensão diafásica: estilos linguísticos (entrevista, leitura, conversa livre, etc.); dimensão diarreferencial: atitudes linguísticas.
Leituras sugeridas: Altenhofen (2006); Thun (1998; 2009; 2010a; 2010b); Radtke & Thun (1996).

3º dia: Aplicações do modelo pluridimensional em Teses e Dissertações. Processos comuns nos contextos de plurilinguismo e de contatos linguísticos. Territorialização de variedades e grupos de fala. Implicações metodológicas na obtenção e análise de dados linguísticos desses contextos. Exemplificação com dados de estudos de línguas minoritárias.
Leituras sugeridas: análise de aplicações em Teses e Dissertações - Barros (2014); Borella (2014); Figueiredo (2014); Horst (2014); Pinheiro (2014); Souza (2015).

4º dia: Parte prática - exercícios de aplicação do modelo pluridimensional a pesquisas em andamento de participantes do curso.
Pesquisas individuais / contribuições do enfoque macroanalítico / exercícios de aplicação do modelo: conforme interesses do grupo de participantes

BIBLIOGRAFIA BÁSICA:

ALTENHOFEN, Cléo V. O conceito de língua materna e suas implicações para o bilingüismo (em alemão e português). In: Martius-Staden-Jahrbuch, São Paulo, n. 49, p. 141-161, 2002.

____________. A constituição do corpus para um “Atlas Lingüístico-Contatual das Minorias Alemãs na Bacia do Prata”. In: Martius-Staden-Jahrbuch, São Paulo, n. 51, p. 135-165, 2004.

____________. Interfaces entre dialetologia e história. In: MOTA, Jacyra & CARDOSO, Suzana A. M. (orgs.). Documentos 2: Projeto Atlas Lingüístico do Brasil. Salvador : Quarteto, 2006. p. 159-185.

____________. Os contatos lingüísticos e seu papel na arealização do português falado no sul do Brasil. In: ELIZAINCÍN, Adolfo & ESPIGA, Jorge (orgs.). Español y portugués: fronteiras e contatos. Pelotas: UCPEL, 2008. p. 129-164.

____________. Bases para uma política linguística das línguas minoritárias no Brasil. In: NICOLAIDES, Christine et al. (orgs.). Política e políticas linguísticas. Campinas, SP: Pontes Editores, 2013. p. 93-116.

____________. Migrações e contatos linguísticos na perspectiva da geolinguística pluridimensional e contatual. In: Revista de Letras, Sinop, n. 12, v. 6, 2013. Disponível em: http://projetos.unemat-net.br/revistas_eletronicas/index.php/norteamentos.

____________. O “território de uma língua”: ocupação do espaço pluridimensional por variedades em contato na Bacia do Prata. In: FERNÁNDEZ, Ana Lourdes da Rosa Nieves; MOZZILLO, Isabella; SCHNEIDER, Maria Nilse & CORTAZZO, Uruguay (orgs.). Línguas em contato: onde estão as fronteiras? Pelotas: Editora UFPel, 2014. p. 69-103.

ARONIN, Larissa & Ó LAOIRE, Muiris. The material culture of multilingualism. In: GORTER, Durk; MARTEN, Heiko F.; VAN MENSEL, Luk (eds.). Minority Languages in the Linguistic Landscape. Basingstoke: Palgrave Macmillan, 2012. p. 299-318.

AUER, Peter & SCHMIDT, Jürgen Erich (eds.). Language and space: theories and methods. Berlin/New York: de Gruyter, 2010.

BARROS, Fernando Hélio Tavares de. Migração e territorialização do alemão e do português como línguas de (i)migração em Porto dos Gaúchos - MT: configurações do multilinguismo em fronteira de Amazônia. Dissertação de Mestrado. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Programa de Pós-Graduação em Letras, 2014. 108 p.

BERRUTO, Gaetano. Identifying dimensions of linguistic variation in a language space. In: AUER, Peter & SCHMIDT, Jürgen Erich (eds.). Language and space: theories and methods. Berlin/New York: de Gruyter, 2010. (HSK 30.1) p. 226-241.

BORELLA, Sabrina Gewehr. “Tu dampém fala assim?”: Macroanálises pluridimensionais da variação de sonorização e dessonorização das oclusivas do português de falantes bilíngues hunsriqueano-português. Tese de Doutorado. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Programa de Pós-Graduação em Letras, 2014. 206 p. Disponível em: http://hdl.handle.net/10183/108953.

COSERIU, Eugenio. Sentido y tareas de la dialectología. México : Universidad Nacional Autónoma de México, Instituto de Investigaciones Filológicas, 1982. (Cuadernos de Lingüística; 8.)

FIGUEIREDO, Carla Regina de Souza. Topodinâmica da variação do português gaúcho em áreas de contato intervarietal no Mato Grosso. Tese de Doutorado. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Programa de Pós-Graduação em Letras, 2014.

FISHMAN, Joshua A. Bilingualism with and without diglossia; diglossia with and without bilingualism. In: Journal of Social Issues, v. 23, n. 2, 1967. p. 29-38.

GOEBEL, Hans; NELDE, Peter; STARÝ, Zden?k; WÖLCK, Wolfgang (eds.). Contact linguistics: an international handbook of contemporary research. Handbooks of linguistics and communication science. Berlin; New York : de Gruyter, 1996. (HSK 12.1)

HORST, Aline. Variação e contatos linguísticos do vestfaliano rio-grandense falado no Vale do Taquari. Dissertação de Mestrado. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Programa de Pós-Graduação em Letras, 2014. 231 p. Disponível em: http://hdl.handle.net/10183/102193.

IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Guia de Pesquisa e Documentção para o INDL - Inventário Nacional da Diversidade Linguística. Vol. 1: Patrimônio cultural e diversidade linguística. Brasília: IPHAN, 2014. 95 p. Disponível em: http://issuu.com/designcasa8/docs/indl_guia_vol.1_21.

IPHAN, Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional. Guia de Pesquisa e Documentção para o INDL - Inventário Nacional da Diversidade Linguística. Vol. 2: Formulário e roteiro de pesquisa. Brasília: IPHAN, 2014. 103 p. Disponível em: http://issuu.com/designcasa8/docs/indl_guia_vol_2_28.

MACKEY, William F. The description of bilingualism. In: FISHMAN, Joshua A. [ed.]. Reading in the sociology of language. 3. ed. The Hague : Mouton, 1972. p. 554-584.

MELLO, Heliana; ALTENHOFEN, Cléo V. & RASO, Tommaso (orgs.). Os contatos linguísticos no Brasil. Belo Horizonte: Ed. da UFMG, 2011.

PINHEIRO, Luciana Santos. Processos de territorialização de variedades dialetais do italiano como línguas de imigração no nordeste do Rio Grande do Sul. Tese de Doutorado. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Programa de Pós-Graduação em Letras, 2014. 165 p. Disponível em: http://hdl.handle.net/10183/102203.

PRESTON, Dennis R. Perceptual Dialectology: Nonlinguists’ views of areal linguistics. Dordrecht; Providence R.I. : Foris Publications, 1989. [cap. 1 e 5: The perception of language variety in Brazil] RADTKE, Edgar & THUN, Harald (eds.). Neue Wege der romanischen Geolinguistik: Akten des Symposiums zur empirischen Dialektologie. Kiel: Westensee-Verl., 1996. (Dialectologia Pluridimensionalis Romanica; 1.)

ROMAINE, Suzanne. Bilingualism. 2. ed. Oxford : Basil Blackwell, 1995. [1989] (Language in society; 13.)

SOUZA, Antonio Carlos Santana de. Africanidade e contemporaneidade do português de comunidades afro-brasileiras no Rio Grande do Sul. Tese de Doutorado. Porto Alegre: Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS); Programa de Pós-Graduação em Letras, 2014. 260 p.

THUN, Harald. La geolingüística como lingüística variacional general (com ejemplos del Atlas lingüístico Diatópico y Diastrático del Uruguay). In: INTERNATIONAL CONGRESS OF ROMANCE LINGUISTICS AND PHILOLOGY (21. : 1995 : Palermo). Atti del XXI Congresso Internazionale di Linguistica e Filologia Romanza. Org. Giovanni Ruffino. Tübingen : Niemeyer, 1998. v. 5, p. 701-729.

____________. Variation im Gespräch zwischen Informant und Explorator. In: LENZ, Alexandra N. & MATTHEIER, Klaus J. (Hrsg.). Varietäten – Theorie und Empirie. Frankfurt a. Main [u. a.]: Lang, 2005. p. 97-127.

____________. A geolinguística pluridimensional, a história social e a história das línguas. In: AGUILERA, Vanderci de Andrade (org.). Para uma história do português brasileiro, volume VII: vozes, veredas, voragens. Londrina: EDUEL, 2009. Tomo II, p. 531-558.

____________. Pluridimensional cartography. In: LAMELI, Alfred; KEHREIN, Roland & RABANUS, Christian (eds.). Language mapping. Berlin: de Gruyter Mouton, 2010a. p. 506-523.

____________. Variety complexes in contact: A study on Uruguayan and Brazilian Fronterizo. In: AUER, Peter & SCHMIDT, Erich (eds.). Language and space: An International Handbook of Linguistic Variation. Vol. 1: Theories and methods. Berlin: De Gruyter Mouton, 2010b. p. 706-723.

 

LINGUAGEM, TECNOLOGIA E APRENDIZAGEM

Antônio Carlos Xavier (UFPE)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Tarde

Ementa: Discussão sobre a criação da linguagem verbal e suas tecnologias de realização por diferentes suportes (mecânico-eletro-digital), pontuando os efeitos sociais, culturais e educacionais desta criação ao longo da história. Estudo das características do hipertexto, do letramento digital e de novas formas de aprendizagem de línguas materna e estrangeira com apoio de mídias móveis e redes sociais.

Referências (básicas)

CRYTAL, David. A Revolução da linguagem. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2006.

HALL, Stuart. A Identidade cultural na pós-modernidade. Porto Alegre: DP & A Editora, 2001.

LÉVY, Pierre. Cibercultura. São Paulo: Ed. 34, 1999.

MARCUSCHI, L. A. Gêneros textuais emergentes no contexto da tecnologia digital. In: MARCUSCHI & XAVIER (Org.). Hipertexto e gêneros digitais. São Paulo: Cortez, 2011.

SANTAELLA, Lucia. Navegar no ciberespaço. O perfil cognitivo do leitor imersivo. São Paulo: Paulus, 2004.

XAVIER, Antonio Carlos. Letramento digital e ensino. In: FERRAZ, C. & MENDONÇA, M. Alfabetização e letramento: conceitos e relações. Belo Horizonte: Autêntica, 2005.

____. A Dança das linguagens na web: critérios para a definição de hipertexto. Belo Horizonte: Revista da ABRALIN (no prelo), 2007.

____. A Era do Hipertexto: linguagem & Tecnologia. Recife: Editora da UFPE, 2013.

____. Retórica digital: a língua e outras linguagens na comunicação mediada por computador.

(E-book online em: http://www.pipacomunica.com.br/retorica-digital/ebook-retoricadigital_Antonio-Carlos-Xavier.pdf)

 

TÉCNICAS CORRENTES DE RECOLHA, TRATAMENTO E DISSEMINAÇÃO DE DADOS DE FALA

Miguel Oliveira Júnior (UFAL)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Manhã

Ementa: Cada vez mais aspectos da oralidade têm ganhado espaço na pesquisa em linguística. Entretanto, o pesquisador que precisa montar o seu próprio corpus de análise invariavelmente se depara com uma série de questões de ordem metodológica. O objetivo geral deste minicurso é apresentar técnicas correntes de recolha, tratamento e disseminação de dados de fala para a pesquisa em linguística. Em particular, o minicurso tem por objetivos: (i) fornecer indicações acerca de equipamentos para recolha de dados orais; (ii) discutir convenções, técnicas e métodos estabelecidos para gravação de dados; (iii) fornecer indicações específicas sobre procedimentos de transcrição e anotação de dados orais; (iv) comparar técnicas e aplicativos computacionais diversificados utilizados no alinhamento de transcrições e de anotações; (v) apresentar métodos de organização e manutenção dos dados gravados; (vi) discutir meios de disponibilização de dados.

Bibliografia

Bird, S. e M. Liberman (2001) A formal framework for linguistic annotation. Speech Communication 33(1,2). Boersma, P. e D. Weenik (2007) Praat. http://www.praat.org.

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Campbell, N. (2002b) Recording techniques for capturing natural every-day speech. In Proceedings of LREC II, Las Palmas.

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Freitas, T. (2010) Gravando e Transcrevendo o Português Falado: Um Guia Teórico e Prático. In. M. Oliveira Jr. (org.) Linguística de Corpus: da teoria à prática. Lisboa: Colibri.

Martin, P. (2004) WinPitch Corpus: a text to speech alignment tool for multimodal corpora. In Proceedings of LREC IV, Lisboa.

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Ochs, E. (1979) Transcription as theory. In E. Ochs e B. Schiefflin (eds.) Developmental pragmatics. Nova Iorque: Academic Press.

Oliveira Jr., Miguel . Aspectos Técnicos na Coleta de Dados Linguísticos Orais. In: Raquel Meister Ko. Freitag. (Org.). Metodologia de Coleta e Manipulação de Dados em Sociolinguística. 1ed. São Paulo: Editora Edgard Blücher, 2014, v. , p. 19-26.

Oliveira Jr., Miguel . Técnicas de Recolha de Dados Orais para Documentação Linguística. In: Camila Tavares Leite; Jair Barbosa da Silva. (Org.). Línguas no Brasil: coleta, análise e descrição de dados. 1ed. Maceió: Edufal, 2013, v. , p. 13-24.

Plichta, B. (2002) Best practices in the acquisition, processing, and analysis of acoustic speech signals. U. Penn Working Papers in Linguistics 8.3.

Shriberg, E. (2005) Spontaneous speech: How people really talk and why engineers should care. In Proceedings of Interspeech 2005, Lisboa.

 

EXPERIMENTAL SEMANTICS AND PRAGMATICS: METHODS AND CURRENT TOPICS

Suzi Lima (UFRJ)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Manhã

Ementa: Formal semanticists and pragmatists have always debated the nature of the distinction between semantics and pragmatics as well as which methods are appropriate to carry out research in these fields. In the last few years, a new field of research under the name of experimental semantics and pragmatics had a great impact on theories of semantic and pragmatic phenomena such as presuppositions (Sauerland and Yatsushiro 2009 among many others), implicatures (Pouscoulous et al. 2007, Huang and Snedeker 2009 among many others) and quantification (Lidz and Musolino 2002, Hackl 2009 among many others). These studies also brought a new perspective on theories of semantic processing in psycholinguistics. This course will provide an introduction to the field of experimental semantics, as well as some case studies that test theoretical predictions from the semantics and pragmatics literature. We intend to show that experimental techniques – based on experimental research with children and adults – have provided crucial insights into widely discussed issues in theoretical semantics and pragmatics.

This course might interest students and researchers interested in formal and experimental linguistics who wish to become acquainted with experimental techniques that can be used to study semantics and pragmatics, as well as with current relevant questions in the fields of formal semantics and pragmatics.

Day 1
Introduction to the relevant background and methods in experimental semantics and pragmatics
Case study 1: experimental studies on scalar implicatures (children and adults)

Day 2
Case study 2: experimental studies on presuppositions (children and adults)

Day 3
Case study 3: experimental studies of quantifier scope (children and adults)

Interessados no curso devem presencialmente preencher o formulário abaixo (please answer this form if you are interested in this course): https://docs.google.com/forms/d/1DerZgE76VsBzofU4QEzmF8X11ruWbU4UXKmAbwi-t9k/viewform

References

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LÍNGUAS EM CONTATO

Hein van der Voort (Museu Goeldi)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Manhã

Ementa: Este curso trata de mudança e emergência de línguas por causa de contato entre povos falando línguas diferentes. Serão tratados os fenômenos principais resultantes de interferência linguística, como empréstimos, áreas linguísticas, pidginização, crioulização e entrelaçamento de línguas. Serão apresentados alguns estudos de caso. Terá um sobrevoo da história e da literatura essencial da disciplina. A abordagem teórica será descritiva e tipológica.

Bibliografia

Fonte geral usada para o curso:

Thomason, Sarah Grey. 2001. Language contact. Edinburgh: Edinburgh University Press.

Fontes mais específicas para o curso:

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Algumas revistas:

Études Creoles (L′Harmattan)

International Journal of the Sociology of Language (De Gruyter)

Journal of Language Contact (Brill) http://www.brill.com/publications/journals/journal-language-contact

Journal of Pidgin and Creole Languages (Benjamins).

Papia (UnB)

 

INTRODUÇÃO AOS ESTUDOS SOBRE GRAMATICALIZAÇÃO

Maria Luiza Braga & Maria da Conceição Paiva (UFRJ)
Carga horária: 15h – 1 crédito
Horário: Manhã

Ementa: Modelos baseados no uso; gramaticalização; modelos baseados no uso e gramaticalização; processos cognitivos e gramaticalização; graus de autonomia, chunking e gramaticalização; frequência e gramaticalização

Referências

BARLOW,M. & KEMMER, M.(eds) Usage based models of language.Stanford: CSLI Publications, 2000.

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